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Ler o texto a seguir: Futebol: história, origem e regra.
Responder as questões no caderno. As questões estão no final do texto, e baseiam-se nos vídeos e no texto.
Futebol:
história, origem e regra.
Nenhum
esporte no mundo desperta tanto interesse popular quanto o futebol. Sua principal
competição, a Copa do Mundo, reúne, desde a fase de classificação, cerca de 130 países e
milhões de espectadores no mais importante evento do mundo esportivo.
Futebol é
um esporte disputado entre duas equipes, cada uma com 11 jogadores, que
utilizam os pés e a cabeça para movimentar a bola em direção ao campo
adversário, com o objetivo de colocá-la dentro do gol ou meta. A partida
divide-se em dois tempos de 45 minutos, com um intervalo de 15 minutos. O tempo
de jogo pode ser prorrogado por acidente ou qualquer outra causa a critério do
juiz. A equipe vencedora é a que faz o maior número de gols.
Regras do futebol
As leis que regem o
futebol foram elaboradas pela International Football Association Board (IFAB)
em 1938. O texto que compreende 17 regras e uma série de decisões suplementares
da IFAB sofreu alterações impostas pela própria evolução técnica e tática do
esporte.
Campo. O futebol
é jogado num campo gramado com as medidas máximas de 120m de comprimento e 90m
de largura e mínimas de 90m de comprimento e 45m de largura. Em os
internacionais as medidas máximas são 110m de comprimento por 75m de largura e
mínimas, 100m por 64m de largura. O campo é dividido ao meio por uma linha
transversal, no centro da qual é desenhado um círculo com raio de 9,15m, de
onde se dá a saída, no início de cada tempo de jogo ou sempre após a marcação
de um gol.
As balizas,
equidistantes dos extremos das linhas de largura, são formadas por duas traves
verticais, cujas faces internas estão separadas 7,32m uma da outra e unidas por
um travessão horizontal a 2,44m do solo. As traves e o travessão, com no máximo
12cm de espessura, sustentam a rede do lado de fora do campo.
Em frente às balizas,
há duas áreas. A pequena, ou do goleiro, dista 5,5m das traves (para os lados e
para a frente) e serve para a cobrança do tiro de meta sempre que a bola
ultrapassa a linha de fundo, depois de ter sido tocada por um jogador da equipe
atacante. Na grande área, cujo limite é desenhado a 16,5m das traves, as
infrações cometidas pelos jogadores do time defensor são punidas com o pênalti,
cuja cobrança é executada por tiro livre direto, a 11m do gol. Fora da grande
área é desenhado um arco de circunferência, chamado meia-lua, com 9,15m de raio
e centro no ponto de cobrança de pênalti.
As extremidades da
linha central e os vértices das laterais são marcados com bandeiras. Desses
vértices são cobrados os escanteios, sempre que a bola é lançada pela linha de
fundo após o toque de um jogador da equipe defensora.
Bola. Esférica e
coberta de couro, ou outro material adequado, a bola deve ter de 68 a 71cm de
circunferência e pesar de 396 a 453g. A pressão a ela aplicada é de um
quilograma por centímetro quadrado, ao nível do mar. Proíbe-se aos jogadores
usar as mãos para impulsionar a bola, a não ser o goleiro, dentro do limite da
grande área, ou qualquer outro atleta na cobrança do arremesso lateral.
Árbitro. A única
autoridade reconhecida durante a partida é o árbitro, que recebe o auxílio de
dois juízes de linha (bandeirinhas). A ele cabe a vistoria do gramado e das
condições de segurança do estádio; a aplicação das regras e a solução de lances
duvidosos; a cronometragem do jogo; a punição de jogadores; a interrupção e o
reinício da partida quando julgar necessário; e a anotação das ocorrências. Os
juízes de linha assinalam quando a bola sai de jogo e se deve ser cobrado
escanteio, tiro de meta ou lateral.
Impedimento. Será
considerado impedido o jogador que ao receber um lançamento de um companheiro
no campo de ataque, esteja mais próximo da linha de fundo que o penúltimo
jogador adversário.
Bola fora de jogo. Considera-se
que a bola está fora de jogo quando ela atravessa inteiramente as linhas
laterais ou de fundo, quando se marca um gol ou quando o juiz interrompe a
partida por qualquer motivo. A reposição de bola pode ser feita por meio de
tiro livre (após uma infração), arremesso lateral, tiro de meta, escanteio ou
bola ao chão.
Infrações. São
punidas com tiro livre direto as faltas contra o adversário e o toque de mão ou
braço na bola. O tiro livre indireto é cobrado após as obstruções, jogadas que
o juiz considere perigosas ou no tranco ilícito sobre o goleiro. O jogador que
reincide em faltas violentas, comete indisciplina ou desrespeito é expulso de
campo. Na cobrança de faltas nenhum jogador adversário pode estar a menos de
9,15m da bola, que somente entrará em jogo depois de percorrer uma distância
igual à sua circunferência.
Fundamentos do
futebol
Podemos dividir os
fundamentos técnicos em dois tipos de ações:
A) movimentos
sem bola (corrida com mudança, saltos, giros, etc.);
B) movimentos
com bola (recepção, passe, chute, etc.).
De acordo com essa
divisão, pretendemos desenvolver aqui somente as técnicas básicas do futebol
pertencentes ao grupo b (movimentos com bola), executando as ações específicas
desenvolvidas pelos jogadores que ocupam a posição de goleiro.
Para uma melhor
prática do futebol, faz-se necessário o conhecimento e domínio de algumas
técnicas básicas, tais como: condução, passe, chute, drible ou finta, recepção,
cabeceio e arremesso lateral.
O cabeceio e o
arremesso lateral serão abordados como elementos pertencentes a outros
fundamentos técnicos, ou seja, o arremesso lateral seria considerado uma forma
de passe, e o cabeceio, dentro dos demais fundamentos. As técnicas serão
abordadas na seguinte sequência: definição e conceituação do termo, descrição
da técnica e as possíveis variações e formas.
Condução. É o
ato de deslocar-se pelos espaços possíveis do jogo, tendo consigo o passe de
bola.
Técnica de condução de bola:
a) posicionar o corpo
e movimentá-lo de maneira a facilitar o tipo de condução desejada;
b) manter a bola numa
distancia que facilite a sequência da condução, bem como as variações necessárias
de acordo com exigência da situação;
c) utilizar o tipo de
toque adequado à situação;
d) postura adequada à
movimentação, com o centro de gravidade um pouco mais baixo, quando necessário
um melhor domínio e mais alto, quando conduzir em alta velocidade;
e) distribuir a
atenção na bola, no espaço e nos demais jogadores.
Passe. É um
elemento técnico inerente ao fundamento chute, que se caracteriza pelo ato de
impulsionar a bola para um companheiro.
Técnica do passe:
a) posicionamento do
corpo de maneira favorável a sua execução;
b) pé de apoio ao
lado (atrás ou à frente) da bola;
c) projeção da perna
(membro inferior direito ou esquerdo) a ser utilizada em direção à bola;
d) toque propriamente
dito (durante a execução do movimento, o braço ajuda no coordenação e
equilíbrio).
Chute. É o ato
de golpear a bola, desviando ou dando trajetória à mesma, estando ela parada ou
em movimento.
Técnica do chute: É semelhante à
técnica do passe, sendo o objetivo das ações sua grande diferença. O chute tem
como objetivo finalizar uma ação para o gol ou impedir o prosseguimento das
ações do adversário.
Drible ou finta. É
o ato que o jogador, estando ou não em posse da bola, tenta ludibriar o seu
adversário.
O drible, de acordo
com a sua origem inglesa (dribbling), seria a progressão com a bola.
Entretanto, no cotidiano do futebol, o drible é entendido como a forma de
ludibriar o adversário. O termo correto para a ação de desvencilhar-se de um
adversário seria finta, mas, como a palavra drible tornou-se muito utilizada
neste sentido, consideraremos os dois como sinônimos.
Técnica do drible ou finta:
a) posicionar o corpo
de maneira favorável ao drible (ou finta) desejado;
b) manter a bola
próxima ao corpo e o centro de gravidade baixo, permitindo assim um
melhor domínio sobre a mesma;
c) utilizar o tipo de
toque e movimentação adequados ao drible desejado, de acordo com a situação;
d) na execução do
drible, a atenção é dirigida para a movimentação do adversário para o espaço e
para a bola.
Recepção. Se o
aluno não consegue Ter a posse da bola quando tenta interromper a trajetória da
mesma, dizemos que houve uma má recepção. Este mesmo fundamento aparece na
literatura como os seguintes sinônimos: abafamento, amortecimento, travar ou
dominar a bola.
Lembre-se que,
cotidianamente, o domínio de bola é entendido como recepção. Entretanto,
consideramos que o domínio ou controle da bola expressam um nível de referencia
quanto ao “desenvolvimento” das capacidades coordenativas de condução e
adaptação do movimento, sendo que o domínio pode manifestar-se com mais
evidencia na técnicas de condução, recepção e drible.
Técnicas da recepção:
a) posicionamento do
corpo de maneira favorável a recepção, com a parte do corpo a realizar o
contato voltada par a bola;
b) ao aproximar-se da
bola, amortecê-la, tentando inicialmente, diminuir a sua velocidade;
c) manter a bola
próxima ao corpo, favorecendo assim, o seu domínio.
Cabeceio. É o
ato de impulsionar a bola utilizando a cabeça.
Esse gesto técnico é
bastante utilizado durante o jogo e pode ser aplicado, tanto para ações
ofensivas como defensivas. O cabeceio apresenta-se como uma das alternativas
para a realização de outros fundamentos, tais como: passe, chute, recepção,
etc.
O cabeceio poderá ser
executado parado ou em movimento, estando ou não em suspensão. Aconselha-se
principalmente, o uso da testa como a região da cabeça que irá realizar o
contato com a bola. Existem duas posições básicas do tronco em relação à bola,
no momento da execução do gesto técnico: frontal ou lateral.
Aspectos físicos do
futebol
Antes de 1880 não
havia um sistema de jogo, ou seja, uma distribuição organizada dos jogadores
para o desempenho das diversas funções de ataque e defesa. As equipes eram
formadas por um goleiro e dez atacantes. O primeiro sistema, que ficou
conhecido como “formação clássica” e persistiu até 1925, era formado por um
goleiro, dois zagueiros, três médios e cinco atacantes.
Com a mudança na lei
de impedimento — que passou a dar condição de jogo ao atacante que tivesse dois
jogadores, e não três, a sua frente — as equipes tornaram-se mais ofensivas.
Herbert Chapman, treinador do Arsenal de Londres, lançou então um novo sistema,
o WM ortodoxo (nome dado pela semelhança da distribuição dos jogadores com as
duas letras do alfabeto), com mais um jogador recuado para atuar na defesa — o
centro médio ou cabeça-de-área — e os dois meias também recuados para ajudar os
outros médios (laterais direito e esquerdo).
Passou-se a discutir
a formação inicial de Chapman, um sistema estático, em setores delimitados, que
tornava o futebol muito defensivo e dificultava a atuação individual dos
jogadores. Surgiu, então, o WM clássico, que alternava o posicionamento entre
os médios e os meias de acordo com a necessidade defensiva ou ofensiva. Caía,
com essa inovação, a teoria de que os médios não poderiam ultrapassar a linha
do meio de campo, nem os meias recuar.
No Brasil, na década
de 1940, uma adaptação do WM feita pelo técnico Flávio Costa, então no Vasco da
Gama, ficou conhecida como diagonal, porque a posição dos meias e dos laterais
formava um trapézio e não um quadrado. O meia-esquerda, mais avançado, passou a
ser chamado ponta-de-lança, e o meia-direita, armador. O ataque era integrado
pelo centro-avante, o ponta-direita e o ponta-esquerda. Vários outros sistemas
apareceram ainda: “ferrolho suíço”, “beton francês”, “turbilhão”, “carrossel” e
“4-2-4”. Este último foi o que conseguiu um maior equilíbrio entre ataque e
defesa. O “4-2-4” praticamente padronizou-se em certa época no futebol
brasileiro e foi com ele que o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1958.
Paralelamente à
evolução do futebol, novos sistemas foram surgindo e o “4-2-4” transformou-se
no “4-3-3”. Até por volta de 1990 dominou um “3-5-2”, que na Copa de 1994 deu
lugar ao “4-4-2”. O extremo cuidado com o preparo físico dos atletas permitiu
grandes inovações táticas. Na base de tudo está o princípio de que, ao invés de
ater-se a posições fixas, o jogador deve exercer um maior número de missões,
atacando, armando e defendendo em estreita cooperação com os companheiros de
equipe.
História do futebol
Sabe-se que na China,
no ano 206 a.C., publicou-se o regulamento de um jogo de bola com os pés, de
aplicação no treinamento militar, praticado desde o tempo do imperador Shih
Huang-ti Che Houng-ti, por volta de 2.500 a.C. Foi na Grécia, entretanto, que
se encontraram os primeiros indícios de um precursor do futebol, denominado
episkuros. Esse jogo consistia na disputa de uma bexiga de animal, cheia de ar
ou areia, por dois grupos de atletas que se esforçavam para levá-la até
determinado ponto.
Quando as legiões
romanas dominaram e ocuparam a Grécia, em 150 a.C., o episkuros migrou para
Roma, e recebeu o nome de harpastum. O jogo era praticado num campo delimitado
por duas linhas, as metas. Cada equipe se colocava junto a essas linhas, até
ser dada a ordem para começar. Assim, todos se precipitavam sobre a bexiga de
animal (coberta por uma capa de couro), que podia ser carregada com os pés ou
com as mãos. O harpastum era muito semelhante ao rugby.
Provavelmente os
romanos levaram a outros povos o seu jogo de bola. Na Idade Média apareceu em
Florença o calcio, jogado com os pés e as mãos por equipes de 27 jogadores, num
campo com duas metades iguais. O objetivo do jogo era levar a bola de couro,
cheia de ar, até dois postes situados nas extremidades. Ainda na Idade Média,
na Gália e depois na Bretanha, surgiu o soule, praticado com uma bola de couro
cheia de feno ou farelo, em que era permitida a utilização dos pés e a
distribuição de socos e até rasteiras. Como a disputa terminava às vezes em
morte, surgiu a expressão “violento esporte bretão”.
O futebol rapidamente
se difundiu e se popularizou na Inglaterra. Havia competições entre cidades
vizinhas e o jogo transformava-se em batalha campal. Eduardo II proibiu-o em
1314, mas não foi obedecido. Em 1349, Eduardo III ordenou que se cumprisse a
proibição. A repressão, no entanto, não impediu que o jogo evoluísse. No século
XVI, o esporte foi submetido a uma regulamentação sob o nome de hurling over
country. Os habitantes de duas cidades se reuniam num campo a igual distância
das duas e, para vencer, tratavam de levar a bola à praça da cidade adversária.
A violência persistia e continuou quando, no século XVII, o jogo foi
transformado no hurling at goals, praticado por equipes de quarenta a sessenta
jogadores, que, divididos em dois campos, tinham por objetivo levar a bola até
a baliza adversária.
A resistência dos
reis estendeu-se até o século XVIII, e, só no início do século seguinte, com a
atenuação da violência e as tentativas de regulamentar o jogo, a preferência
dos ingleses pelo esporte prevaleceu. Na década de 1830, Thomas Arnold, que
reformou o ensino superior inglês e destacava a importância do esporte na
educação, usou o hurling at goals para criar as bases do rugby.
Rapidamente o jogo
foi adotado por escolas e universidades. As regras, porém, não estavam
unificadas e, em alguns colégios, houve reação contra o uso das mãos no jogo.
Para contornar o problema, a Universidade de Cambridge publicou, em 1846, o
primeiro regulamento, que foi aprovado e homologado. Como as divergências não
cessaram, em 26 de outubro de 1863, os partidários do futebol apenas com os pés
fundaram a Football Association, para uniformizar o uso das regras. Em 1871, um
grupo dissidente, descontente com as novas regras, que proibiam usar as mãos
para conduzir a bola ou derrubar o adversário, fundou a Rugby Union, e separou
definitivamente o futebol (football association) do rugby.
No mesmo ano, teve
início a disputa da famosa taça da Football Association e, no ano seguinte,
realizou-se a primeira partida internacional, entre Escócia e Inglaterra. No
princípio, o futebol, ainda amador, baseava-se principalmente nos recursos
individuais e no corpo-a-corpo. As equipes jogavam com até sete atacantes, até
que, em 1883, a Universidade de Cambridge experimentou com êxito cinco
atacantes. Em 1885, o futebol na Inglaterra foi profissionalizado, por pressão
da entrada de jogadores escoceses no país. Em consequência da evolução técnica
e tática, o entusiasmo pelo jogo cresceu.
No começo do século
XX a popularidade do futebol em todo o mundo levou à criação, em 1904, de uma
organização internacional, a Federação Internacional de Futebol Association
(FIFA). Foram sete os países fundadores: Bélgica, Dinamarca, França, Países
Baixos, Espanha, Suécia e Suíça. A FIFA tem como metas principais a
uniformização das regras do jogo, elaboradas pela International Board, e a
organização de um torneio internacional entre as entidades afiliadas — a Copa
do Mundo, disputada a partir de 1930. Desde sua fundação, a FIFA teve os
seguintes presidentes: Robert Guérin (1904-1906), D. B. Woolfall (1906-1921),
Jules Rimet (1921-1954), R. W. Seeldrayers (1954-1955), Arthur Drewry
(1955-1961), Stanley Ford Rous (1961-1974) e João Havelange, a partir de 1974.
Futebol no Brasil
Embora existam
referências à prática ocasional do futebol no Brasil, de 1870 a 1880, na
verdade o esporte chegou ao país apenas em 1894, trazido pelo brasileiro
Charles Miller, filho de inglês, que desembarcou em São Paulo com duas bolas de
couro e as regras aprovadas pela Football Association. A primeira partida foi
por ele promovida em abril de 1895, entre empregados ingleses das companhias de
gás e de transporte ferroviário. A partir dessa iniciativa, vários clubes se
formaram: em 1898, o São Paulo Athletic Club e, no ano seguinte, a Associação
Atlética Mackenzie College e o Sport Club Germânia.
No Rio de Janeiro, o
pioneiro foi Oscar Cox, que estudou na Europa e trouxe de lá material
esportivo. Depois de organizar partidas entre uma equipe criada por ele e o Rio
Cricket and Athletic Association, de Niterói, Cox tornou-se um dos líderes do
movimento que resultou na fundação do Fluminense Futebol Clube, em 1902. De uma
dissidência neste clube, nasceu, em 1911, o departamento de futebol do Clube de
Regatas do Flamengo. Embora reunisse os melhores jogadores da época, que haviam
sido campeões no ano anterior, o Flamengo perdeu seu primeiro jogo para os que
ficaram no Fluminense, por 3 a 2, o que gerou a célebre rivalidade do Fla x
Flu.
Na década de 1910,
surgiram clubes e federações por todo o Brasil, cada estado começou a realizar
seu próprio campeonato e cresceu o interesse do público e da imprensa pelo
esporte. Em 1914, criou-se a Federação Brasileira de Sports e, dois anos
depois, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Em 1919, o Brasil
sagrou-se campeão sul-americano de futebol ao vencer o Uruguai por 1 a 0, no
Rio de Janeiro. Com a difusão do esporte por todo o país foi realizado, em
1922, o primeiro campeonato de seleções estaduais.
Durante quase
quarenta anos o futebol foi exercido no Brasil por amadores — estudantes,
empregados de companhias e jovens de nível social elevado. Em 1933,
oficializou-se, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o profissionalismo, até então
praticado de forma disfarçada. Após um período de transição, em que os
jogadores hesitaram em aceitar o novo regime, teve início a fase de afirmação
do futebol brasileiro, em 1938, ano da primeira Copa em que o Brasil chegou às
semifinais e ficou em terceiro lugar.
As arrecadações das
partidas aumentaram e estimularam a construção de estádios, o maior dos quais
foi o Maracanã, inaugurado no Rio de Janeiro em 1950, para a IV Copa do Mundo.
Em 1959, nasceu a Taça Brasil, um campeonato interclubes de âmbito nacional,
disputada em eliminatórias pelos campeões estaduais. Em 1971, o torneio foi
oficializado como Campeonato Brasileiro de Clubes, cujos vencedores disputam
com clubes de outros países sul-americanos a Taça Libertadores da América.
Copa do Mundo
A ideia de organizar
um torneio de futebol internacional a cada quatro anos surgiu em 1928, por
sugestão do então presidente da FIFA, o francês Jules Rimet. O troféu de ouro
maciço, que mais tarde recebeu seu nome, seria de posse provisória, até que
algum país o conquistasse por três vezes. Com 1,8kg e trinta centímetros de
altura, a Taça Jules Rimet representava uma Vitória alada, que segurava nas
mãos um vaso em forma de copa.
A I Copa do Mundo foi
disputada no Uruguai, em 1930, por 13 países. A longa viagem por mar dificultou
a participação de muitas seleções europeias. A competição foi disputada em três
fases: uma de classificação antes das semifinais e da final. O Brasil foi
eliminado pela Iugoslávia na primeira fase. A final, disputada entre Argentina
e Uruguai, terminou com a vitória dos anfitriões por 4 a 2.
Mais bem organizada e
com mais participantes, a II Copa do Mundo teve como sede a Itália, em 1934,
onde o governo fascista tentou fazer da competição um instrumento de propaganda
política. Trinta e dois países se inscreveram para disputar a competição (três
desistiram e os outros disputaram as eliminatórias para a escolha de 16 finalistas).
Num sistema de eliminatórias simples, o Brasil foi derrotado na primeira fase
pela Espanha, por 3 a 1. Itália e Tchecoslováquia decidiram o título, e mais
uma vez a equipe anfitriã sagrou-se campeã.
Na III Copa, na
França, não foram os franceses que brilharam em 1938, e sim os italianos,
novamente campeões. Com a participação de 15 seleções, a III Copa seguiu os
modelos da anterior, com jogos eliminatórios desde a fase das oitavas-de-final,
realizados em nove cidades. O Brasil teve sua melhor participação no torneio,
graças ao talento de Leônidas da Silva, Tim e outros craques: chegou às
semifinais, mas perdeu de 2 a 1 para a Itália, que sagrou-se campeã.
Após 12 anos de
interrupção, provocada pela segunda guerra mundial, a IV Copa do Mundo foi disputada
em 1950, no Brasil. A FIFA aprovou uma nova fórmula de torneio: participavam da
primeira fase, classificatória, 16 seleções divididas em quatro grupos, de cada
um dos quais duas classificavam-se para as oitavas-de-final. A final foi amarga
para o futebol brasileiro: o Uruguai surpreendeu e derrotou por 2 a 1 a equipe
do Brasil.
Na V Copa, realizada
na Suíça em 1954, o mundo conheceu uma das melhores seleções de todos os
tempos, a da Hungria. Prevaleceu, porém, a determinação tática da Alemanha, que
chegou ao título com uma vitória sobre a Hungria na final. O Brasil, treinado
por Zezé Moreira, foi eliminado pela Hungria nas quartas-de-final.
Garrincha, Didi e
Pelé foram os grandes nomes da seleção brasileira de 1958, que ganhou na Suécia
a VI Copa do Mundo, conquistando seu primeiro título mundial com uma campanha
memorável: seis jogos, cinco vitórias e um empate, com 16 gols a favor e quatro
contra. Na final, a equipe treinada por Vicente Feola superou a Suécia por 5 a
2 e foi a primeira seleção a conquistar a Copa fora de seu continente.
A VII Copa do Mundo,
no Chile, em 1962, serviu para reafirmar a superioridade brasileira, cuja
seleção, quatro anos mais velha, ainda teve fôlego e técnica para conquistar o
bicampeonato. Com a contusão de Pelé na segunda partida da competição,
Garrincha sagrou-se o melhor jogador do torneio, e a seleção brasileira
conseguiu uma campanha idêntica à de quatro anos antes: seis jogos, cinco
vitórias e um empate. Treinada por Aimoré Moreira, a seleção derrotou a Tchecoslováquia
na final por 3 a 1.
A Inglaterra,
anfitriã da VIII Copa do Mundo, conquistou em 1966 a mais defensiva de todas as
Copas. Na competição, surgiu o conceito da equipe sem especialistas, com cada
jogador atuando ao mesmo tempo na defesa e no ataque. A seleção brasileira,
novamente sob o comando de Vicente Feola, não conseguiu passar das
oitavas-de-final, derrotada por Hungria e Portugal por 3 a 1. Na final, a
equipe inglesa venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2, na prorrogação.
Na IX Copa do Mundo
(México, 1970), a seleção brasileira conseguiu obter a posse definitiva da taça
Jules Rimet. Pela primeira vez a competição era transmitida ao vivo pela
televisão. Com uma campanha notável, a equipe treinada por Zagalo — que
substituiu João Saldanha, afastado durante a fase de classificação — venceu
todos os seis jogos, marcou 19 gols e sofreu sete. Pelé consagrou-se como “rei
do futebol”, um mito para o esporte.
Na XII Copa (1982), a
FIFA aumentou de 16 para 24 o número de seleções participantes e dividiu-as em seis
grupos de quatro seleções, das quais apenas as duas primeiras colocadas
passariam à segunda fase. Formavam-se então quatro grupos de três equipes. Os
vencedores de cada grupo disputariam as semifinais. Sob o comando de Telê
Santana, o Brasil foi desclassificado pela Itália. Na final, a Itália
conquistou o tricampeonato ao vencer a Alemanha por 3 a 1.
Programada
inicialmente para se realizar na Colômbia, a XIII Copa do Mundo (1986) acabou
acontecendo no México, porque o governo colombiano alegou não ter recursos para
sediar o evento. Novamente treinado por Telê Santana, o Brasil foi eliminado
pela França nas quartas-de-final, na disputa de pênaltis. Na final, a Argentina
venceu a Alemanha por 3 a 2 e sagrou-se bicampeã mundial.
As equipes da
Argentina e Alemanha disputaram mais uma final, a da XIV Copa do Mundo, em
1990, na Itália. Dessa vez, no entanto, a vitória coube à Alemanha, que venceu
por 1 a 0 e conquistou o torneio pela terceira vez. A equipe do Brasil foi
derrotada pela Argentina por 1 a 0 nas oitavas-de-final.
Disputada nos Estados
Unidos, a XV Copa do Mundo (1994) deu ao Brasil, comandado por Carlos Alberto
Parreira, o primeiro tetracampeonato mundial. O evento teve audiência recorde:
pela televisão, 33 bilhões de espectadores assistiram aos 52 jogos, enquanto
3,5 milhões de torcedores compareceram aos estádios. Pela primeira vez na
história da competição o resultado da partida final foi definido por pênaltis.
Brasil e Itália empataram em 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação. Na
cobrança de pênaltis, o Brasil venceu por 3 a 2.
A França conseguiu
seu primeiro título mundial na xvi Copa do Mundo (1998), disputada em casa. Com
32 participantes, a fase inicial foi montada com oito chaves de quatro
seleções. Os franceses se sagraram campeões ao vencer o Brasil na final por 3 a
0.
O Brasil volta a
conquistar o título em 2002, o seu pentacampeonato, foi contra a Alemanha por 2
a 0.
Em 2006, a Itália
sagra-se campeã contra a França nos pênaltis após empate por 1 a 1. Os
franceses levaram a melhor sobre o Brasil nas quartas de final, por 1 a o.
Em 2010 a Copa foi
realizada pela primeira vez no continente africano, na África do Sul. A Espanha
derrotou a Holanda na final por 1 a 0.
Em 2014 a Copa do
Mundo volta ao Brasil e novamente não foi desse vez que conseguimos um título
dentro de casa, e pra piorar, perdemos por um vexaminoso resultado de 7 a 1 da
Alemanha na semifinal, que sagrou-se campeã ao vencer a Argentina na final por
1 a 0.
Outras competições
internacionais de futebol
Taça da Europa. Também conhecida como Taça
Europeia dos Clubes Campeões, a Taça da Europa é uma competição anual
idealizada em 1954 pela revista francesa L’Équipe e disputada pela primeira
vez, no ano seguinte, sob controle da União Europeia de Futebol (UEFA). Dela
participam os campeões nacionais de todos os países europeus, além do vencedor
da Taça da Europa anterior. As equipes colocadas em segundo, terceiro e quarto
lugares em cada campeonato nacional disputam anualmente, desde 1958, a Copa da
UEFA.
Recopa. A Taça Europeia dos Vencedores
das Taças, ou Recopa, é disputada anualmente desde 1960 entre os vencedores das
taças nacionais, de que participam os campeões de todas as divisões
profissionais.
Taça Europeia das Nações. Também
organizada pela UEFA, a Taça Europeia das Nações reúne todas as seleções
nacionais da Europa de quatro em quatro anos, numa competição disputada nos
moldes da Copa do Mundo, desde 1960.
Taça Libertadores da América. Correspondente
sul-americana da Taça da Europa, a Taça Libertadores da América foi criada em
1960 para apontar o campeão de clubes do continente e para impedir que o Real
Madrid se autoproclamasse campeão mundial. É uma competição realizada apenas
entre os clubes campeões e vice-campeões de países latino-americanos (no
Brasil, o vencedor do Campeonato Brasileiro e o da Copa do Brasil).
Taça Intercontinental de Clubes Campeões. Desde sua
primeira disputa, a Taça Libertadores indica uma equipe para disputar com o
campeão europeu o Campeonato Mundial Interclubes, ou Taça Intercontinental de
Clubes Campeões, designação preferida pela FIFA, uma vez que se enfrentam, em
partida única, em Tóquio, apenas clubes da América do Sul e da Europa.
Copa América. Criado em 1916, o Campeonato
Sul-Americano de Seleções foi durante décadas o principal evento do futebol no
continente. Em 1979, ganhou nove nome — Copa América — e novo sistema de
disputa, com equipes divididas em grupos e partidas disputadas em campos de uma
e de outra. Em 1993, o torneio foi estendido às três Américas.
Conmebol. A Confederação Sul-Americana de
Futebol (Conmebol) passou a promover no continentes outros cinco torneios
anuais interclubes: Supercopa (desde 1988), entre todos os campeões da Taça
Libertadores; a Copa Masters (1992), entre os vencedores da Supercopa; a Copa
Conmebol (1992), entre os vice-campeões nacionais; a Recopa (1989), entre os
campeões da Taça Libertadores e da Supercopa; e a Copa de Ouro (1992), entre os
campeões da Libertadores, da Supercopa, da Copa Masters e da Conmebol.
Questões
1-Quem foi o
responsável por trazer o futebol para o Brasil?
2- Quantos jogadores
ficam no campo durante uma partida?
3- Qual a duração de
uma partida?
4- Qual o principal
objetivo do jogo?
5- Quantas
substituições são permitidas durante a partida?
6- Qual a principal
competição de clubes a nível nacional?
7-Qual a principal
competição de clubes a nível continental (América do Sul)?
8-Qual a principal competição
de clubes a nível continental (Europa)?
9-Qual a principal
competição de seleções a nível continental (América do Sul)?
10- Qual a principal
competição de seleções a nível Mundial?