quinta-feira, 26 de março de 2020

6º ano – Ciências – Professora Laís

Os alunos poderão se organizar e realizar as atividades fora da ordem cronológica. As respostas e os resultados das atividades devem ser feitos no caderno e/ou na apostila.


Unidade Temática
Habilidades
Objetos de conhecimento
Terra e Universo
(EF06CI11) Identificar e descrever as diferentes camadas que estruturam o planeta Terra, da estrutura interna à atmosfera, e suas principais características.
Forma,      estrutura      movimentos da Terra
Terra e Universo
(EF06CI12) Categorizar as rochas de acordo com suas características e origem e associar as rochas sedimentares à formação de fósseis em diferentes períodos geológicos.
Forma,      estrutura      movimentos da Terra
Terra e Universo
(EF06CI13) Selecionar argumentos e evidências científicas que demonstrem a esfericidade da Terra.
Forma,      estrutura      movimentos da Terra
Terra e Universo
(EF06CI14) Reconhecer e explicar que os movimentos de rotação e translação da Terra e da inclinação de seu eixo de rotação em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol originam eventos como as mudanças na sombra de objetos ao longo do dia, em diferentes períodos do ano.
Forma,      estrutura      movimentos da Terra



Atividade 01 – Leitura de textos de divulgação científica

Nesta primeira atividade, faça a leitura dos textos “Raios alienígenas” (Fonte: http://chc.org.br/artigo/raios-alienigenas/) e “Planeta habitado ou habitável?” (Fonte: http://chc.org.br/artigo/planeta-habitado-ou-habitavel/).
Esses dois textos estão disponíveis na Revista Ciência Hoje das Crianças. Leia com atenção e escreva em seu caderno as principais ideias dos textos, relacionando com os conteúdos que aprendemos no Capítulo 1 da apostila de Ciências.
Após realizar a atividade 1, inicie o experimento proposto na atividade 2, seguindo o passo a passo descrito.

RAIOS ALIENÍGENAS



Carola Dobrigkeit Instituto de Física,

Universidade Estadual de Campinas

De noite, com céu limpo, você olha para o alto e vê muitos pontinhos brilhantes. Alguns brilham mais; outros, menos. E o que são? São as estrelas. Mas podem ser também planetas, que, embora não tenham luz própria, refletem a luz do Sol. Quando chove, você olha para o céu e vê as gotas de chuva caindo. Hoje eu vou lhe contar que tem mais coisas vindas do céu, mas elas são tão pequenas que os nossos olhos não conseguem enxergar. Estamos falando dos raios cósmicos!

Foto Steven Saffi/Pierre Auger Collaboration

Eles não são simples raios de luz, como você poderia pensar por conta do nome. Os raios cósmicos são partículas que chegam todo o tempo aqui na Terra com alta energia. Elas vêm do espaço, de todas as direções. São tão pequenas que não conseguimos enxergá-las nem com os nossos microscópios mais possantes. Para você ter uma ideia, se você medir um milímetro com uma régua e pensar em dividir esse um milímetro em um trilhão de partes, você vai ter uma noção do tamanho dessas partículas.
Os raios cósmicos têm energias muito variadas. Alguns, os de menor energia, vêm do Sol e levam apenas poucas horas para chegar à Terra. Outros, com energias bilhões de vezes maiores, vêm de muito longe na nossa galáxia e até mesmo de fora dela. Esses raios viajam por milhões de anos até conseguirem chegar aqui. Quanto maior é a energia, mais raros eles são.

No caso dos mais energéticos, apenas uma partícula cósmica chega no topo da nossa atmosfera por ano. E chegam aqui com velocidades muito próximas da velocidade da luz! Por atingirem energias tão altas, sabemos que sua origem deve estar ligada a explosões muito violentas que ocorreram em alguma estrela ou galáxia distante no Universo.

Raios terráqueos

Quando os raios cósmicos entram na nossa atmosfera com altas energias, eles se chocam com átomos do ar. Nesses choques, são formadas novas partículas que não existiam antes. Elas continuam na descida e esbarram com outros átomos, gerando mais partículas. Esse processo “bate-bate” continua até que a energia daquela partícula cósmica inicial esteja repartida entre bilhões de outras e não haja mais energia suficiente para criar novas partículas.
São essas partículas “tatara-tatara-tataranetas” daqueles primeiros raios que chegaram lá em cima, no topo da atmosfera, que chegam aqui no chão terrestre.

Que um raio não te parta!

A chuva de partículas (todas descendentes daquela que chegou no topo da atmosfera) cai e atravessa os objetos, os telhados das nossas casas e até nós mesmos! Mas não se preocupe, porque essas partículas não vão partir você. Como a energia delas é bilhões de vezes menor, não oferecem perigo para nós, e nem percebemos que estamos sendo atravessados!
A atmosfera nos protege das partículas cósmicas mais energéticas. Não precisamos nos preocupar com elas, a menos que sejamos astronautas e viajemos no espaço. Fora da nossa atmosfera, aí sim, seremos atingidos por aquelas de maior energia que poderão se chocar com algum átomo do nosso corpo. Mas lembre-se: os raios cósmicos mais energéticos são muito raros, então é bem pouco provável que aconteça uma colisão no seu corpo, ainda que você esteja no espaço sideral.

Chuva cósmica

Lembra que lá no início do texto, quando você estava olhando o céu e vendo estrelas e gotas de chuva, explicamos que os raios cósmicos não podem ser vistos com os nossos olhos? Mas, caso conseguíssemos enxergá-los, veríamos uma chuva de partículas descendo do céu ao mesmo tempo. Todas elas foram criadas nas várias colisões que ocorreram depois que um raio cósmico chegou lá em cima no topo da atmosfera. Que pena que os nossos olhos não são capazes de contemplar esse espetáculo!

Mas, espere aí! Se não podemos vê-los, como é que a gente sabe que chegou um raio cósmico lá no topo da atmosfera? Ou ainda, como é que a gente percebe que chegou uma chuva de partículas aqui embaixo, no chão?
Ahá! Os cientistas criaram aparelhos detectores para registrar a chegada dos raios cósmicos e espalharam esses equipamentos nos mais diferentes lugares. Há detectores colocados na Estação Espacial Internacional, que está em órbita em torno da Terra. Há detectores voando em balões a dezenas de quilômetros de altitude. Há detectores mergulhados nas profundezas do mar ou no gelo dos polos. Há detectores dentro de cavernas e espalhados pelo chão em muitos lugares no nosso planeta. É assim que os cientistas estudam os raios cósmicos e procuram desvendar os seus mistérios.
Detector de raios cósmicos.
Foto Pierre Auger Collaboration

PLANETA HABITADO OU HABITÁVEL?

Você já ouviu falar de seres extraterrestres? Aposto que sim! Há muito tempo, histórias de ficção científica, desenhos e histórias em quadrinhos falam sobre planetas com formas de vida inteligentes, algumas parecidas com a humana, outras muito diferentes. O Super-homem, por exemplo, veio do distante planeta Krypton! E o que dizer dos personagens da série de filmes Guerra nas Estrelas? Existem ainda histórias sobre seres vindos de planetas vizinhos da Terra, como os vários invasores marcianos verdes e sem rosto ou criaturas de orelhas pontudas vindas de Vênus. Mas será que, na realidade, haveria vida em algum outro planeta do universo?
Essa é uma pergunta que os cientistas tentam responder há muito tempo. E, à medida que fazem novas descobertas, coisas que só existiam nos livros de ficção ou na cabeça de alguém podem ser confirmadas ou negadas.
Ao longo do século passado, descobrimos que a superfície de Vênus é extremamente quente, incompatível com a vida. Já Marte é pequeno e frio demais para manter formas de vida complexas, como animais e plantas, por conta própria – embora haja estudos para investigar se seria possível colonizar Marte.
Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em planetas mais distantes?
Mas esses planetas realmente existem, ou são apenas fruto da imaginação?
Desde o final do século passado, os astrônomos estão conseguindo identificar planetas localizados fora do Sistema Solar. Eles giram ao redor de outras estrelas, assim como a Terra gira ao redor do Sol.
No início, só era possível achar planetas muito grandes e muito próximos às suas estrelas. Mas depois as técnicas usadas para encontrar esses planetas foram sendo melhoradas e os cientistas conseguiram identificar planetas menores e mais distantes.
Essas descobertas fizeram os cientistas buscarem, em cada estrela, uma região ao seu redor com características que permitissem a existência de planetas parecidos com a Terra e que tivessem água líquida em sua superfície. A água é considerada uma condição básica para a vida.
Portanto, esses seriam planetas habitáveis, ou seja, planetas com condições de serem habitados por alguma forma de vida. Mas isso significa apenas que esses planetas poderiam conter vida, e não que realmente exista vida neles. Habitável não significa necessariamente habitado. Por enquanto, a Terra continua a ser o único planeta habitado que conhecemos.


Atividade 2 - Experimento para observar a sombra de um objeto ao longo dos dias


Ao longo do ano, conforme a Terra segue sua trajetória em torno do Sol, a projeção de nossas sombras no chão vai mudando. Que tal realizar uma experiência para observar isso? Você não vai precisar de muita coisa, apenas de um pouco de paciência…
Siga os passos abaixo:
1.        Primeiro, pregue um cabo de vassoura (ou outro objeto, como vareta, graveto, lápis etc.) em posição vertical no quintal da sua casa.
2.        Depois, anote em um caderno, a cada 3 dias, sempre ao meio-dia, o comprimento da sombra objeto projetada no chão (Como na imagem abaixo). O resultado exato que você vai obter depende do lugar onde você mora sobre a superfície da Terra.
Qualquer que seja o lugar, entretanto, você deverá observar que, durante uma parte do ano, a sombra da ponta do cabo de vassoura vai se deslocar para o norte (isso significa que, no céu, o Sol está indo mais para o sul). Num certo dia ela para e começa a voltar. Se sua cidade está no hemisfério sul, este instante marca o solstício de verão para você. Quando ela para de novo para começar a retornar, mais uma vez, para o norte, tem lugar o solstício de inverno. Quando a sombra passa pelo ponto médio entre os dois solstícios, ocorrem os equinócios, tanto o de primavera como o de outono. E esse ciclo se repete todo ano.
Não se preocupe se você não conseguir obter com precisão o instante exato no qual o Sol para; esta determinação é mesmo difícil de fazer apenas usando a sombra do cabo de vassoura.
No caderno, faça uma tabela com os dados obtidos. Lembre-se de observar o comprimento da sombra sempre no mesmo horário.
Dia e hora
Comprimento da sombra (cm)







Atividade 3 - Forma e estrutura da Terra


A Terra apresenta quatro esferas, representadas na imagem a seguir. Sabemos que a Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas existentes na Terra e que estão presentes nas demais esferas.



Sendo assim, no caderno, escreva as principais características da Litosfera, da Atmosfera e da Hidrosfera.

a)                  LITOSFERA:
b)                 ATMOSFERA:
c)                  HIDROSFERA:

LINKS E SITES:


Visitas virtuais a Museus:


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